O autor no livro Vidas Desperdiçadas  une as idéias de ordem , norma , projeto como contrapontos do caos que permite ocorrências que a ordem já deverá ter proibido. O caos, a desordem , a anarquia são  o infinito de possibilidades e a garantia da inclusão. A norma proibe e exclui.

Na modernidade somos convidados à inclusão a partir da norma :  é a lei que cria a possibilidade do excluído. “A condição de excluído consiste na ausência de uma lei que se aplique a ela. ” ( Baumann, vidas desperdiçadas pag  43)

“Os estados- nações atuais podem não mais governar o esboço do plano, nem exercer o direito de propriedade de utere et abutere ( usar e abusar) dos sítios de construção da ordem, mas ainda afirmam sua prerrogativa essencial de soberania básica: o direito de excluir.” Z. Baumannop.citp. 45.

Na contemporaneidade , o fenômeno da globalização fez cair por terra o mito do empreendedorismo: o poder do trabalho como solução para a miséria do mundo. O fenômeno da superpopulação e a exportação de pessoas incluídas no conceito de supérfluo são manifestações  do que Baumann chama de” refugo humano” , os que não obtiveram a permissão para ficar.

“A produção de corpos supérfluos, não mais exigidos para o trabalho, é consequência da globalizaçao. “diz  Hauke Brunkhorst apud Baumann.

Estar ou não incluído é o dilema da contemporaneidade. Aqui se coloca uma questão narcísica : ser incluído a qualquer preço. Mesmo que seja através da negação da própria identidade?