Na Escola 5-10 João Ribeiro em 1959 no bairro do Méier no Rio de Janeiro as crianças brincavam à sombra da mangueira sem medo . Sua preocupação era o conceito : verde, azul, amarelo ou vermelho no caderno de redação.

Não haviam ainda ouvido falar em Bullying e sua preocupação era se na hora do lanche haveria mingau de sagu ou outra guloseima.

A Escola ainda era um microcosmos , lugar dos sonhos , das oportunidades e da esperança do novo.

Na Escola Marechal Trompovsky no Leme , Rio de Janeiro, conviviam as diferenças. Dividíamos o lanche. Crianças de familias letradas conviviam com os filhos dos colarinhos brancos e com os meninos que moravam nas favelas. Éramos todos crianças. Compartilhávamos nossos sonhos, o lanche e o bonde na volta da escola.

A escola é uma extensão do ambiente familiar, onde a criança procura aconchego e segurança.

Familia e escola devem agir em cooperação.

Quando esse espaço de segurança é violado também é violada a auto-confiança e auto-estima da criança.

A tragédia de Realengo nos convida a refletir sobre o espaço da escola hoje e seus paradoxos.