Mariana blog

Foto de Mariana Brandão

Durante sua formação o analista realiza incursões profundas em seus afetos e se deixa afetar, influir pelo outro. Podemos entender esse outro como uma abstração, como parte da configuração psíquica de todo indivíduo, ou então, como o outro “de fato”, aquele que existe além de mim.

Cabe ao terapeuta a partir de suas experiências anímicas buscar a compreensão do outro. O que nos desafia é sempre a outra alma humana. As limitações estabelecidas pelo outro são sentidas em qualquer relacionamento ora como a gratificação e redenção ora como a tragédia da própria relação.

A forma de compreensão que temos de nossas vivências emocionais pode conduzir nossos desenvolvimentos para caminhos mais ou menos saudáveis.

É esse o papel do terapeuta e do analista: caminhar junto com seus pacientes como mediador da busca de uma melhor qualidade de comunicação com seu inconsciente e símbolos.

A esse caminho de auto-construção que se dá a partir da relação dialética entre consciência e inconsciente Jung chamou de processo de individuação.

Bem, mas trocando em miúdos, o que é análise mesmo ? Só passando por ela.