Tragedia em Teresopolis Região serrana do Estado do Rio. por estiloradical no Videolog.tv.

Como é difícil a compaixão .  O tema me ocorreu diante da tragédia já anunciada , porém não evitada pelas políticas públicas na Região Serrana do Rio em 2011. Como me colocar na pele de quem perdeu sua casa ou tudo que possuia ? Se aqui não está chovendo….como me colocar na pele de quem sofre com a destruição das chuvas ? Como me colocar na pele de quem perdeu seus entes queridos, seu vizinho, seu amigo?

Compaixão é interessar-se verdadeiramente pelo sofrimento do outro e acolhê-lo. É muito próxima à empatia mas se foca no sofrimento do outro e tem mais uns ingredientes.

Nesses dias tenho dialogado com a compaixão quando me vi pensando e procurando pessoas conhecidas que moram na região alagada ou tem familia na região.

Se você quer saber se é capaz de compaixão, se pergunte se é capaz de ficar ao lado e empatizar com o sofrimento de alguém mesmo sem ter nada para propor como solução.

A compaixão se amplia no silêncio e no acolhimento ao outro. É tudo que podemos fazer diante da tragédia avassaladora como um cataclisma, uma doença terminal, uma morte iminente.

Quem não consegue sentir compaixão não poderá ser um bom psicanalista. Na análise devemos saber silenciar e acolher. E se a lágrima vier aos nossos olhos chorar junto sem constrangimento. O paciente se cura também ao se sentir humano em seu sofrimento, sem ser excluído ou discriminado. Essa condição melhora sua auto-estima. Sem auto- estima fica quase impossível superar obstáculos. O grande desafio não é amar e acolher o que nos toca  a alma por falsa empatia imediata, a da projeção,  mas também o que a princípio pode ter até nos causado sentimentos como : medo, rejeição, estranheza, horror. Na análise quando adentramos as vivências  da contratransferência  experenciamos o que vem a ser a compaixão.