No artigo “Cérebro luta contra o fim do amor ” de Débora Mismetti, publicado em 11/6/2010 na Folha de São Paulo entende-se que ficar só não é o melhor método para a cura de uma ferida do amor que acabou. O cérebro tenta restaurar a situação de recompensa e de satisfação experimentada enquanto o amor ainda estava vivo.A visão da neurologia contrasta com a da psicanálise desde seus primórdios que propõe a vivência do luto como condição da elaboração da perda. Ficar só e mergulhar na tristeza seria um caminho de elaboração que se afasta da solução maníaca de repor rápidamente o objeto de investimento amoroso. Trocar rápidamente de parceiro também pode ser uma forma de negação da perda.

A empatia experimentada anteriormente ficou sem objeto mas é necessário viver o vazio para que se possa instalar um novo espaço de acolhimento para um novo amor, uma nova empatia. O que você acha disso?

O artigo em questão afirma que as borboletas no estômago surgem no começo da relação, reduzem no meio e ressurgem no final. Será?

Há relações que esfriam completamente e acabam “sem borboletas”. Elas voaram para outro lugar: estão escondidas no inconsciente para escapar da ameaça de morte: a morte da libido experimentada quando as relações esfriam. Borboletas “histriônicas” às vezes permanecem no local de costume .

Na análise de casais o que vejo é que ao final da relação , as borboletas quando não estão escondidinhas no inconsciente, voaram para um outro estímulo atraente à libido: uma outra pessoa, o trabalho, um vício ou as fantasias, agora afastadas da relação. No estômago… um vazio.

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