Identidades

26/06/2015

Caras e Bocas.

Sua cara, sua boca,
Minha cara, minha boca.
Nossa boca, nossa cara
Onde tudo se mistura,
Onde tudo se separa
Último tango em Paris 7

Tricot e Alma.

08/01/2011

Grávida aos 34 anos

Tricot é objeto transicional durante a gravidez, quando esperamos um filho ou um neto. A cada carreira encenamos o tempo passando. Quando erramos, treinamos a paciência, de desmanchar e recomeçar. A cada obra executada um grão de amor se deposita na alma.

 

Tricot ( Poema de Nícolas Brandão)

 

Fácil é o ponto

que de ponta em ponta

é ponto

é pronto

 

simples é a linha

que alinha

ponto após ponto

gostoso é o espaço onde tudo se deita.

 

 

 

“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…

Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem voltar…

Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos…

Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida…Isto é um princípio da natureza. Solidão não é o vazio de gente do nosso lado… Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma”. ( autor não identificado – foi publicado na net como de Chico Buarque mas a curadoria de Chico – ‘Wagner Homem” diz que o texto não pertence ao compositor).

Para Jung estar em contato com a própria alma é estar saudável. Quando nos dissociamos de nossos sentimentos mais ocultos  caímos na neurose. Estar sòzinho é uma circunstância  necessária para encontrarmos o sentido de nossas vivências e nos conectarmos com nosso potencial simbólico.  O mergulho no inconsciente é necessário para o desapego dos “vícios ” da consciência e da crença de  que não podemos sobreviver sem nossos objetos de amor e  de apego. A companheira de toda existência do sujeito é sua alma. Se dela nos dissociamos a solidão experimentada é profunda. Nos projetamos em nossos objetos de apego e mergulhamos na melancolia da ausência dos entes queridos. O melancólico perdeu sua alma. Melancolia não é tristeza é a impossibilidade de se separar do outro como referência da própria identidade”. ( autora : Celia Brandão )