Psicologia e Humor

18/04/2015

Série “Pensando com humor a Psicologia”

1- O fato de que todo processo criativo se acompanha de um rebaixamento da consciência não significa que se o sujeito está dissociado é porque é muito criativo!

2- O problema das teorias de personalidade é de que ainda não foi inventada a mãe ideal. Tudo acaba na mãe:mãe suficientemente boa, mãe abandonadora, mãe terrível, super mãe. Estamos, porém, assistindo a um retorno à grande mãe arquetípica: filhos adultos que voltam para a casa da mãe acho que porque não conseguem viver sem ela. Um outro fenômeno da contemporaneidade é a mãe mil e uma utilidades : tapa todos os buracos mas não lhe é permitido ter uma identidade- mãe Refill de tudo !!!!

3 – A Barriga da vovó. Avós são grandes mães. Uma história de amor.

Diz João, meu neto: Vovó eu quero entrar dentro da sua barriga.

Por que ?

Porque eu gosto de mãe grávida.

Por que ?

Por que é macia, quentinho.

Eu quero abrir e pum !!!! Entrar na sua barriga. Você vai ter um nenezinho bem grande na sua barriga. Eu gosto de mãe grávida e vou mamar na sua barriga.
João entrou na barriga da vovó. Colocando a cabeça embaixo da blusa da vovó virou nenê.

4 – Myself , Psicologia e Humor

Selfie
Myself
Pau de selfie
Selfie sem pau
Selfiecity
Selfies
Selfish
Democracia?
Voyeurisme?
Presença?
Identidade?
Moda?
Auto – retrato?
Auto – imagem?
Busca de relevância?
Inclusão?
Narcisismo?
Selfie é só uma ferramenta de comunicação.
O que dizer de quem não tira Selfies ?
Medo de ser esquecido = adict to selfies
Medo de não ser curtido = self adicts anônimos. Autor : Celia Brandao


Psicologia e humor 5. Risotril é melhor que Rivotril! !!!!! Ria !!!

Psicologia e Humor 6 : Perdemos tanto tempo em tentar entender o motivo de uma paixão mas depois de muita estrada percorrida, se conseguirmos explicar, não foi paixão. E o amor….ah o amor….a resposta mais sincera é…porque sim !!!! CB.


“O amor é uma agonia
Vem de noite vai de dia”

Parafraseando Vinicius de Moraes

Vem de dia, vai de noite
Vem e vai dia e noite
Um dia vai, no outro à noite
Vem uma noite, vai outro dia
Vem e vai, vai e vem.
Vem e vai, vai e vem.
Amor que vai
Amor que vem. CB.

Psicologia e humor 7. Essa foto eu roubei. É tão difícil reprimir o desejo sem uma visão imediata da recompensa……..Eu ontem sonhei com você……


Psicologia e humor 8 : Essa é para cantar várias vezes, infinitas vezes. rs. Dizia o Caetano :”Tá na cara você não vê que a caretice está no medo você não vê. Que o medo está na medula, você não vê. Que o segredo está na cara , está na cara, está na cura….. do mêdo.

Psicologia e humor 9 :  Crianças quando querem aprender uma palavra repetem- na várias vezes. Vamos exercitar como as crianças. O mais dificil não é ouvir um não. Mas sim aprender a dizer não. Repitam comigo: Não, Não, Não, Não, Não, Não. Em treinamento…

Psicologia e humor 10: (Humor Saudoso) Saudades é a herança psíquica de algo que valeu à pena. CB.

Psicologia e humor 11: “O après-coup designa a temporalidade psíquica, que não corresponde a uma causalidade linear,mas obedece a uma reinterpretação a posteriori frequentemente traumática de eventos vividos na infância sob efeito da maturação sexual.” Entenderam ? Estudando Freud.

Psicologia e Humor 12:  Narcisismo ( Não é para rir esse) “O narcisista é aquele que quer que o Outro o creia indiferente, e o humilhado aquele que crê nessa comédia….Quanto mais eu desejo o meu modelo, mais ele vai se tornar indiferente, quanto mais eu o amo mais ele vai se amar. Quanto mais eu me aproximo dele para sair de mim, mais ele vai se voltar para si mesmo, acabando por dar-me as costas. Eu o ajudo a divinizar-se.” René Girard.Parte superior do formulário

Aniversário

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…

Psicologia e humor 13. Um coelho pulou dentro da minha taça de vinho. Atrevido. Disse que queria brindar comigo porque depois da Páscoa tudo será maravilhoso. As mágoas irão passar, o dinheiro aumentar, o país melhorar e todos os desejos serão realizados. Alerta: Beba com moderação !!!!!! Ups !!!! Feliz Páscoa !!!

Psicologia e Humor 14 Páscoa 2015: O coelho saiu da taça de vinho estranhando o mundo e cheio de amor para dar.
Psicologia e Humor 15: Polissonografia é um exame para avaliar o sono, extremamente desconfortável, em que você tem que dormir com cateter no nariz, esparadrapado com censores, cola no cabelo e rosto e fios por todo o corpo. Detalhe; Durma porque senão tem que refazer.kkkkkkkkkkk ps. A máquina às vezes falha e não registra. Vero.Parte inferior do formulário

Psicologia e humor 3

Selfie
Myself
Pau de selfie
Selfie sem pau
Selfiecity
Selfies
Selfish
Democracia?
Voyeurisme?
Presença?
Identidade?
Moda?
Auto – retrato?
Auto – imagem?
Busca de relevância?
Inclusão?
Narcisismo?
Selfie é só uma ferramenta de comunicação.
O que dizer de quem não tira Selfies ?
Medo de ser esquecido = adict to selfies
Medo de não ser curtido = self adicts anônimos.

Final de Ano

07/01/2015

O ano acabando.

Não terminei ainda.

Queria dizer que…

Não há mais tempo.

Que me orgulho,

Ou me arrependo.

Tantas coisas…

Parece que…

O tempo é soberano.

No primeiro dia do ano,

Faltam três dias…

Te amo te amo te amo te amo.

Te amo te amo te amo. CB.

A frases de manual

Prefiro o silêncio

Presença e gesto

Em silêncio.

Cheiro, gosto e tato,

Sons do silêncio.

Versos

07/01/2015

Coisa linda de versos

Com você

Com versos

Converso.

No direito

No verso.

Tangiverso

Atravesso

O reverso.

Erótica

21/11/2014

Erotismo.

Queria uma foto sua.

Um registro, um objeto.

Memória do gesto.

Sua alma no traço.

Abraço.

Hálito.

Cheiro.

Voz.

Fotografo.

Primary self – Primeira identidade do Bebê já ao nascer.

Celiabrandao's Blog

Carl Jung referiu-se ao processo de transformação da libido como rítmico. Vida é rítmo como verificamos na  cadência dos batimentos cardíacos. O estudo de bebês  dentro do útero mostra que a música clássica acalma o bebê.  O bebê distingue ritmos sonoros e harmonias assim como tons, diferenciando  sons mais graves e mais agudos. Nascemos com uma percepção musical primária.

Pensar , aprender e recordar são funções que se iniciam já no ventre materno.  Especialmente a memória a longo prazo também se estabelece antes do nascimento.

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O nascimento é um grande concerto com a Regência da maestrina ocitocina e o duo dos solistas mãe e bebê com o acompanhamento de todos os outros músicos ali presentes que deverão executar seus instrumentos sempre em harmonia com os colegas ( médicos, enfermeiros , auxiliares ) e o pai da criança que é a platéia participante com sua ressonância.

Esses descobrimentos médicos reafirmam…

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A psique se projeta buscando a individuação. Na análise através das projeções e identificações ocorrem os mecanismos da transferência e da contratransferência. Afetos e potencial arquetípico se constituem em imagens e símbolos, gestos, palavra que comunica conteúdos da alma individual e coletiva.

Desde a denominação de falsa conexão na psicanálise freudiana, passando pela talking cure de Ferenczi o conceito de contratransferência tem se transformado.

A contribuição de Paula Heimann  em 1950 foi fundamental para que se entendesse a contratransferência como ferramenta essencial do processo analítico. A contratransferência deixa de ser vista apenas como transferência do analista e passa a ser entendida como instrumento de compreensão do cliente. O cliente também opera mudanças na psique do analista através do mecanismo  de identificação projetiva. A contratransferência pode ser produto também da personalidade do paciente.
O conceito de contratransferência foi pouco discutido por Carl Jung. Mas para Jung a contratransferência é útil para estabelecer um rapport entre analista e cliente  desde que a identificação entre analista e cliente não resulte em um tipo de participação mística ou fusão e contaminação mútua.

Na contemporaneidade o conceito de intersubjetividade tem trazido luz ao entendimento do processo analítico. Em uma relação analítica  a intersubjetividade pode ocorrer em diferentes níveis( da fusão à identificação projetiva, simpatia e empatia). Os níveis de identificação entre analista e cliente acompanham o desenvolvimento da análise e aparecem na s várias formas de contratransferência. O analista poderá responder mais ou menos às demandas do self de seu cliente dependendo da possibilidade de sentir com o outro e ao mesmo tempo diferenciar-se, mantendo a observação. O analista vive suas emoções e empresta o seu sentir ao outro (cliente).

Na contemporaneidade entre analistas Junguianos e alguns psicanalistas contratransferência passa a ser entendida como qualquer impacto e resposta emocional do analista no setting relacionada ao cliente. Não se refere apenas a pontos cegos do analista  e veicula sua emoção  na análise.

Jung apontou a relação pessoa/ pessoa na análise como ferramenta e fulcrum da transformação de analista e cliente. Propôs o modelo alquímico de transformação das substâncias para entender a influência entre analista e cliente que ocorre durante todo o processo resultando na transformação de ambos.

Relatos clínicos demonstram que para além de interpretações corretas está a atitude compreensiva do analista como agente de transformação. Analista e cliente devem se beneficiar dos momentos de “telle”, de comunicação inconsciente, desde que esses momentos possam ser transformados em uma nova etapa do processo de transformação, resultado da reverberação de um no outro. Nem tudo que é vivido em análise se traduz em compreensão verbal. Boa parte do trabalho do analista se dá em manter ativo um campo de interações que promova a transformação individuativa.

Michael Fordham fala do mecanismo de introjeção como essencial à compreensão da contratransferência. Para o autor, a contratransferência sintônica resulta da introjeção por parte do analista de um conteúdo ou parte do self de seu cliente. Essa sintonia pode ajudar na compreensão dos processos psíquicos que ocorrem durante a análise. A introjeção é um mecanismo básico da contratransferência e  para haver uma introjeção é preciso que em algum momento tenha havido uma projeção.

É o processo afetivo que legitima as percepções do analista, segundo Michael Fordham. A contratransferência contém material empático e pode ser sintônica.

Os êxitos e fracassos da análise podem ser analisados à luz da qualidade emocional das intervenções feitas pelo analista. A busca da análise deve ser propiciar um campo favorável à emergência do símbolo e dos significados buscados pelo cliente , processo no qual o analista é apenas um preparador de caminho como definiu Carl G. Jung.