No Século XIX Nietzche declarou que deus estava morto. Outros deuses haviam nascido: a ciência, a tecnologia, a economia. O dinheiro. Ah…o dinheiro. Distâncias se estreitaram com a internet: Um bem e um mal.Ficamos sabendo até do que não gostaríamos de saber e temos a ilusão de estarmos perto uns dos outros.

Agora é a morte do próximo segundo Luigi Zoja. ” No sentido vertical perdemos deus e no horizontal perdemos o próximo.”

Será essa uma das causas da melancolia que acomete o homem contemporâneo? Onde está o próximo ? Salvei minha pele mas onde está o DSCN1572próximo? O famoso ditado de que ” a fila anda” tem a ver com isso. CB

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O outro

01/12/2015

No século XIX Nietzsche afirmou que deus estava morto. Outros deuses nasceram: a ciência, a tecnologia e a economia. A tecnologia estreitou distâncias e somos informados até sobre o que não desejamos saber.

De que outro falamos ? Do que ficou embaixo da avalanche de lama, do que foi assassinado em Paris, da criança síria que viu seus sonhos morrer literalmente na praia, das crianças mortas em território Sírio, dos esfaqueados em  Israel, dos mortos por bala perdida no Rio de Janeiro, dos que morreram no incêndio da boate Kiss.

Calçados são enfileirados na Place de la Republique em Paris. O combate ao aquecimento global depende da cooperação de todos. Mas como se a lei do salve-se quem puder  prevalece à ética e ao respeito ao próximo ?

A solidão do homem contemporâneo e sua melancolia  à procura de um outro onde pendurar seus sonhos reflete a dissociação do eu interior, o outro eu.

A falta de contato com a possibilidade de transcendência  nos lança em dilemas ficcionais. lama

 

 

 

 

 

Psicologia e Humor

18/04/2015

Série “Pensando com humor a Psicologia”

1- O fato de que todo processo criativo se acompanha de um rebaixamento da consciência não significa que se o sujeito está dissociado é porque é muito criativo!

2- O problema das teorias de personalidade é de que ainda não foi inventada a mãe ideal. Tudo acaba na mãe:mãe suficientemente boa, mãe abandonadora, mãe terrível, super mãe. Estamos, porém, assistindo a um retorno à grande mãe arquetípica: filhos adultos que voltam para a casa da mãe acho que porque não conseguem viver sem ela. Um outro fenômeno da contemporaneidade é a mãe mil e uma utilidades : tapa todos os buracos mas não lhe é permitido ter uma identidade- mãe Refill de tudo !!!!

3 – A Barriga da vovó. Avós são grandes mães. Uma história de amor.

Diz João, meu neto: Vovó eu quero entrar dentro da sua barriga.

Por que ?

Porque eu gosto de mãe grávida.

Por que ?

Por que é macia, quentinho.

Eu quero abrir e pum !!!! Entrar na sua barriga. Você vai ter um nenezinho bem grande na sua barriga. Eu gosto de mãe grávida e vou mamar na sua barriga.
João entrou na barriga da vovó. Colocando a cabeça embaixo da blusa da vovó virou nenê.

4 – Myself , Psicologia e Humor

Selfie
Myself
Pau de selfie
Selfie sem pau
Selfiecity
Selfies
Selfish
Democracia?
Voyeurisme?
Presença?
Identidade?
Moda?
Auto – retrato?
Auto – imagem?
Busca de relevância?
Inclusão?
Narcisismo?
Selfie é só uma ferramenta de comunicação.
O que dizer de quem não tira Selfies ?
Medo de ser esquecido = adict to selfies
Medo de não ser curtido = self adicts anônimos. Autor : Celia Brandao


Psicologia e humor 5. Risotril é melhor que Rivotril! !!!!! Ria !!!

Psicologia e Humor 6 : Perdemos tanto tempo em tentar entender o motivo de uma paixão mas depois de muita estrada percorrida, se conseguirmos explicar, não foi paixão. E o amor….ah o amor….a resposta mais sincera é…porque sim !!!! CB.


“O amor é uma agonia
Vem de noite vai de dia”

Parafraseando Vinicius de Moraes

Vem de dia, vai de noite
Vem e vai dia e noite
Um dia vai, no outro à noite
Vem uma noite, vai outro dia
Vem e vai, vai e vem.
Vem e vai, vai e vem.
Amor que vai
Amor que vem. CB.

Psicologia e humor 7. Essa foto eu roubei. É tão difícil reprimir o desejo sem uma visão imediata da recompensa……..Eu ontem sonhei com você……


Psicologia e humor 8 : Essa é para cantar várias vezes, infinitas vezes. rs. Dizia o Caetano :”Tá na cara você não vê que a caretice está no medo você não vê. Que o medo está na medula, você não vê. Que o segredo está na cara , está na cara, está na cura….. do mêdo.

Psicologia e humor 9 :  Crianças quando querem aprender uma palavra repetem- na várias vezes. Vamos exercitar como as crianças. O mais dificil não é ouvir um não. Mas sim aprender a dizer não. Repitam comigo: Não, Não, Não, Não, Não, Não. Em treinamento…

Psicologia e humor 10: (Humor Saudoso) Saudades é a herança psíquica de algo que valeu à pena. CB.

Psicologia e humor 11: “O après-coup designa a temporalidade psíquica, que não corresponde a uma causalidade linear,mas obedece a uma reinterpretação a posteriori frequentemente traumática de eventos vividos na infância sob efeito da maturação sexual.” Entenderam ? Estudando Freud.

Psicologia e Humor 12:  Narcisismo ( Não é para rir esse) “O narcisista é aquele que quer que o Outro o creia indiferente, e o humilhado aquele que crê nessa comédia….Quanto mais eu desejo o meu modelo, mais ele vai se tornar indiferente, quanto mais eu o amo mais ele vai se amar. Quanto mais eu me aproximo dele para sair de mim, mais ele vai se voltar para si mesmo, acabando por dar-me as costas. Eu o ajudo a divinizar-se.” René Girard.Parte superior do formulário

Aniversário

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui…
A que distância!…
(Nem o acho…)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes…
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio…

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim…
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos…

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!…

Psicologia e humor 13. Um coelho pulou dentro da minha taça de vinho. Atrevido. Disse que queria brindar comigo porque depois da Páscoa tudo será maravilhoso. As mágoas irão passar, o dinheiro aumentar, o país melhorar e todos os desejos serão realizados. Alerta: Beba com moderação !!!!!! Ups !!!! Feliz Páscoa !!!

Psicologia e Humor 14 Páscoa 2015: O coelho saiu da taça de vinho estranhando o mundo e cheio de amor para dar.
Psicologia e Humor 15: Polissonografia é um exame para avaliar o sono, extremamente desconfortável, em que você tem que dormir com cateter no nariz, esparadrapado com censores, cola no cabelo e rosto e fios por todo o corpo. Detalhe; Durma porque senão tem que refazer.kkkkkkkkkkk ps. A máquina às vezes falha e não registra. Vero.Parte inferior do formulário

 

rir para não chorar

http://www.conjur.com.br/2014-abr-03/celia-brandaopsicologia-contribuir-estudo-leis-tributarias

 

Envelhecer

07/03/2014

560316_357989944243527_1806856118_nEnvelhecer é uma conquista disse Eliane Brum. “Plagiando” a autora digo que essa idade não é a melhor idade mas é a de maior liberdade e dignidade adquiridas. Daqui a um tempo direi que nessa época ainda estava jovem e é essa magia do tempo relativizando a vivência do próprio tempo passando que nos mantém sempre em busca de um novo que nos fará renascer. E é essa renovação constante que relativiza o sentimento de perda daquilo que vai morrendo.

Por isso, nessa fase da vida é possível ao sujeito se aventurar a uma viagem por lugares ainda desconhecidos. Cair e se levanter com a mesma naturalidade e experimentar com prazer continuar inteiro. O que antes assumia o caráter de extrema contradição não representa mais a mesma intensidade de conflito. As polaridades se aproximam. O corpo , por vezes fraqueja mas o desejo e a vontade de auto- superação não.

Poder envelhecer é ser vitorioso, é ter renascido de várias dores, perdas, desatinos. E é poder comemorar realizações e a ultrapassagem de obstáculos, ter vencido o mêdo, o proprio mêdo de envelhecer. Não ter desistido.

É descobrir que a criança que se foi é guia do velho que nos tornamos. Ela continua com a gente. Caminhou com a gente pelos lugares do passado e no presente continua viva , ainda se encantando com as surpresas da vida.

Elas não acabam! Só acabam para quem desistiu.

É irritante quando alguém ao se deparar com a alegria e o vigor de uma mulher de mais de 50 anos observa: Está apaixonada ? De namorado novo?

Ah…a resposta vem na ponta   da língua: Sim! Apaixonada por mim mesma. Apaixonada pela vida!

E não há motivo mais forte para alguém se cuidar e vibrar  nessa fase da vida do que o próprio apego à vida. Continuar vivendo e bem é um motivo fortissimo para alguém que envelhece gastar horas do dia cuidando-se, não querendo perder de todo o pulsar e o fulgor da juventude.

Mas seria isso caminhar contra a morte? Não. A morte é inevitável. Isso é se entregar ao vivo que caminha também para a morte. Não um caminho para a morte como fuga mas  como parte do percurso. Dela nada podemos falar. Mas podemos assegurar que o percurso vale à pena.

Saber conviver com velhos é um bom caminho para quem é jovem e também vai envelhecer. Velhos são pessoas corajosas que não desistiram.

 Gigante%2B2

El caso Anabella

El alboroto crece delante de la comisaría. El crimen sucedió hace dos semanas, la pequeña Anabella, 6 anos, fue tirada desde la sexta planta del edificio Villa London, en el barrio de Vila Mazei, Zona Norte de la ciudad de São Paulo.

Detrás de la reportera personas se amontonan mirando hacia la cámara. Janaina Silva, ama de casa, casada, 27 años madre de 4 hijos, habla al micrófono, se desespera sobre el micrófono: “Quería agarrarlo, tirarlo al suelo, tirarlo y escupirle la cara, pisarle el cuello, pisarle y romperle el cuello, de Nicollau Serdovvi”, 9, 7, 5, 4, son las edades de los hijos de Janaina Silva. Ella los dejó con la suegra porque no podía estar en casa dado lo que estaba sucediendo, tenía que ver de cerca la cara de los asesinos. Delante de la comisaría lo que se puede ver son cables, micrófonos, helicópteros, Janaina Silva, gentes, periodistas que están allí para documentar la llegada y la salida de la presunta pareja y el alboroto que ellos reproducen.

El ruido de helicópteros de las redes de televisión impiden las entrevistas, el sonido de las frases se pierde aun así todos comprenden lo que no escuchan, palabras distintas para el mismo sentimiento de ira y asombro, ira y asombro, ira y asombro, asombro que perdura días y semanas.

Ahora el ruido de los helicópteros y de las sirenas, de los coches de policía queda solo en el aire. De regreso al estudio, el presentador Vicente Vantoni, 42, casado, 4 hijos, mira con gravedad hacia la cámara, fue el sonido de la niña cayéndose al suelo todavía viva dijo el celador, el Sr. Nestor Carnero, casado, 4 hijos y 5 nietos.

Él oyó el ruido alto y seco, lo apuntó en el libro de registros del edificio. Tras la palabra “seco”, Nestor apuntó: la niña estaba viva. La frase, la niña estaba viva es destacada en el primer plano de la pantalla del televisor, destacándose de lo restante del libro de registros de Villa London. Era la medianoche, dice el presentador Vicente Vantoni sobre la imagen de la hoja de papel con la mala letra del celador del Villa London, los algarismos que indica él, aparecen ilegibles.

El noticiero sigue con asuntos. Después vuelve a la comisaría, la pareja Serdovvi aparece en medio al alboroto. La madrastra, Ana Bett Menezes de Carvalho, 24, 2 hijos pequeños, uno bebé todavía y la hijastra que murió hace pocos días, y el padre de la niña muerta, el joven abogado caminan hacia el coche rodeados de policías. La gente los comprime, la pareja casi desaparece en medio de la gente. […]

Él y Ella, el padre y la madrastra de la niña tirada desde la sexta planta, 6 años, su cumpleaños sería a los pocos días, los dos dejan la comisaría y caminan.

En medio de la muchedumbre, encorvados hacia la puerta del coche ya abierta, listos para meterse en los asientos del coche. […]

La pareja Serdovvi y el joven abogado entran en el coche. El coche de la pareja parte con los tres dentro, Anna Beth Menezes de Carvalho, Niccolau Serddovi y el joven abogado Marcelo Jordano, 26, casado, una hija de 6 anos de una relación anterior y la esposa actual embarazada de 10 semanas. Arrojan un ladrillo hacia el coche. El sonido de la gente ocupa el espacio de la voz de Maria Mara.

 

 

 

Charge de Iuri Bossonarocogumelos%2B3

 

Ella vuelve: un ladrillo casi alcanza el coche de los Serddovi. El coche de la pareja se aleja. La imagen se mueve. La cámara roda y se para en un policía prendiendo a uno de los populares. El policía le sujeta las manos por detrás y abre camino en medio de la muchedumbre que los mira curiosa. El popular sujetado por el policía mantiene la expresión indignada, dice Maria Mara de Moraes. El policía afirma que la sangre del asiento de atrás del coche de Nicollau Serddovi, el padre de Annabella, 6 años, asesinada en la noche del día 6, un Ford K gris-plata analizado con equipos especiales, es de Anabella Serdovvi, 6. La sangre en el suelo del garaje, dentro del coche, en el piso y en el pañal, el pañal que ellos utilizaron para limpiarle el rostro a Annabella a fin de ocultar el crimen, la sangre es de la chica de 6 años tirada desde la ventana de la sexta planta del Villa London, Annabela Serdovvi, hija del primer casamiento de Nicollau Serdovvi con Anna Beth Parentte.

La escena sale del estudio y va al Edificio Villa London que se ve como segundo plano del reportero Paulo Perneira Pontigo, 29, soltero, un hijo de 12 años de una relación de juventud. El domingo habrá la reconstitución del crimen. Nicollau y Ana Bete no son obligados a participar. El padre y la madrastra de Anabella, muerta el último día 6, no deberían participar, según informó el abogado del padre de Annabella, que se cayó de la sexta planta del Villa London, el Sr Marcelo Jordano, 26, eso porque, según la legislación brasileña, nadie puede ser obligado a producir pruebas contra sí mismo. Expertos afirmaron que el aplazamiento de la divulgación de los laudos es una estrategia adoptada por la policía para que las declaraciones no sean influenciadas por el resultado de los exámenes realizados por los peritos de la policía civil de São Paulo.

En otra parte de la ciudad, un hombre le dice a otro: no hace ni un mes, la madre de Anabella, asesinada bárbaramente a los seis años de edad, Ana Beth, no la madrastra, que es Carvalho, sino la madre, pariente, ni un mes, y Ana Betty pariente ya desistió del caso, abandonó a la hija, ya no da entrevistas, dejó al destino la resolución del caso.

Y el padre Nicolau Serdovi, era un mal padre. Fíjate, él no corrió desesperado para abrazar a la hija tras su caída […]

Y Nicollau Serdovvi no corrió desesperado para abrazarla. Él llamó antes al padre,

Menelau que es abogado criminalista.

¿Lo entiendes? Él sabía que la hija se había caído desde la sexta planta, eso él no lo niega, afirma que entró en el piso, con los dos hijos del segundo casamiento, vio que la red de protección de la ventana estaba rota y comprendió que habían tirado a la hija por la ventana de su piso. No es una hipótesis de investigación.

Él dijo que vio la red de protección rota, se acercó y vio a la hija caída en el jardín seis plantas abajo.

¿Qué hizo él? ¿Corrió? ¿Lloró? No, él llamó al padre, un abogado criminalista. No la querían. Podemos decir que la rechazaban. Mira, en Inglaterra los científicos hicieron una investigación para descubrir cuál es el mayor dolor que un ser humano puede soportar, entre todos los dolores, los científicos británicos concluyeron que es la pérdida de un hijo de menos de 16 años, principalmente para las mujeres. Y la madre de Annabella ya abandonó el caso ya no habla con la prensa, no aparece, no dice nada, abandonó a la hija. Y si nos acordamos que en seguida de la muerte de 6 años, en el entierro, en la misa de séptimo día, el día en que la niña cumpliría años, incluso en esos momentos Ana Bete apareció calma, frívola, sin parecer destrozada. No se le veía sufrir. Podemos entonces creer que no quería a Annabella.

El padre no bajó desesperado para abrazar a la hija y ¿por qué? Porque él no se quedó desesperado. La verdad es que siempre quiso más a los hijos del segundo matrimonio.

Anna Bete dio la luz a Annabella muy joven, no estaba preparada, no fue capaz de querer a la hija. La verdad es que ella no es suficientemente buena como madre. Amor materno. Annabella fue una niña rechazada, ahora ella solo tiene a nosotros para defenderla, por eso no podemos abandonarla.

La ciudad arde. En el aire un olor dulce inspirado y expirado por los pulmones y chillando a los oídos de los que se interesan o no por el asesinato de Annabela. La gente transforma la familia Serdovvi en viejos conocidos. En la sala ellos analizan esta proximidad forzada. Lo que aumenta lo dramático del caso, transforma la tragedia real en farsa. No se oye la palabra defenestrar, que significa exactamente tirar por la ventana. Quizás porque sea una palabra fuera del cotidiano de los que acompañan el caso.

Tirada o arrojada por la ventana, sí son verbos que forman parte de la vida de la ciudad y por tanto comportan, la violencia del destino de la niña.

Las personas en la sala saben que de nada sirve decir: “Yo no me intereso por este tema” pues todos están convocados a participar de la pesquisa, acerca de los testes, de los testimonios, de los análisis de los expertos. Dado que el asunto es inevitable, los que participan solo por educación y dicen:”Quizás no hayan sido ellos, hay que esperar, la prisión es solo para quien ha sido pillado o que pueda estorbar el seguimiento de la pesquisa, el hecho de que la policía llegue a una conclusión y ofrezca la denuncia no significa que ellos ya hayan sido juzgados como culpables”, los que lo dicen son obligados a oír aún más acerca del tema y no solamente oír. Tienen que retroceder, afirmar. Nada de quizás, tal vez, es un lado u otro […]

En la sala ellos ponderan acerca de la histeria que asola la ciudad, la necesidad de la gente en salir de casa, ir hasta la comisaría delante del edificio donde se dio el crimen, parece que solo de esta manera la gente se siente parte de una historia real, que existe porque se ve en la pantalla, como si la vida solo se constituyera en la historia cuando televisionada y escrita.

Una persona comenta la casualidad del hecho de que varios nombres de este caso tengan letras dobladas, como Annabella, Nicollau, Villa London, no que eso signifique algo o pueda ayudar a desvendar el crimen, ella añade. Otro se acuerda que significa el origen social de las personas involucradas. Además de las letras, el dice, se repiten en la tele y en las conversaciones, informaciones tales como: “La sangre en el coche es de Anabella.”

‘Las huellas en el colchón son de la sandalia del padre que apoyo los pies para subir y tirar a la hija por la ventana, “ Y de esa manera transforma suposiciones en hechos in- contestables.

La interpretación del hombre que tiene el bigote mojado, “la madre no es de veras una buena madre” llega a ser cómica. Su frase, el no bajó desesperado para abrazar a la hija. Lo repite diversas veces en la sala con acento y ritmo que refuerzan el pedantismo del hombre.

La repetición de la frase y el tono de farsa vacían definitivamente de toda verdad, no de su contenido, pues ése no es el enfoque de la charla, sino la verdad de la locución, de la intención del señor gordo. Se habla del sentimiento de autoridad de las personas más sencillas y de las personas pacíficas que se vuelven en sanguinarias en la tragedia ajena.

Se repite también la frase “agarrarlo, tirarlo al suelo y escupirle la cara, pisarle el cuello.

”Que se analiza en su teor de insanidad. No se comenta la ausencia del pronombre oblicuo.”

Aunque la sintaxis de las oraciones les hiere los oídos de los que hablan y las expresiones “agarrarlo” y “ tirarlo” se repite otras veces.

La ciudad se vuelve vampiresca, compulsiva. El análisis de la repercusión del caso llega hasta el postre, cuando alguien, 72, casada, cuatro hijos, ocho nietos, dice, la verdad es que el llevaba una de esas sandalias tipo chancla y la huella en la sábana era suya de verdad. Y eso de no haber bajado en seguida es muy fuerte y otro, 17, soltero, pregunta pero eso ya se ha comprobado? Si ellos tienen como rastrear y saber el horario de la llamada, el horario en que su coche entró en el garaje, en que el bajó por ascensor tras la caída de la hija, el número del teléfono al que llamó, de hecho el llamó al padre antes debajar. La hipótesis más posible hasta ahora es que quien la sofocó fue la madrastra, y el padre creyendo que la hija ya estaba muerta, la tiró por la ventana.

Y un tercero, padre de dos hijos pequeños, concluye: un surto, un momento de insanidad, Cualquiera podría. Un padre. Cualquiera. Es empavorecedor.

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Desenho de Juliana Gushi

Comento:

 

 Parece absurdo, terrivel, terrivel de acreditar. O que assusta no ato violento é que atenta contra a vida. O agressor ao agir parece estar fazendo em sua auto-defesa. Devemos entender que o ser humano em sua auto defesa pode agir e fazer uso de intenções extremamente cruéis.

A população vive em catarse coletiva o  desejo de redenção de suas angústias. Perde-se o sentido trágico dos fatos para uma exacerbação dos elementos dramáticos das narrativas.

São absolutamente volúveis e irresponsáveis os julgamentos. Nesses momentos todos se absolvem e todos podem ser juízes da tragédia alheia.

A única forma de prevenção da violência doméstica é o tratamento do agressor e da familia entendida como um sistema de relações que adoeceu. 

“Como si la vida se constituyera en la historia cuando televisionada y escrita. La alienación en relación a la propria vida. Se hace cada vez más fácil vivir la rabia y liberar la agresividad a través de la historia del otro en la cual me proyecto. A través de un juego de proyecciones y identificaciones la tragedia pierde su sentido trágico y se viste de un carácter dramático y cotidiano.”  Celia Brandão.

boat outside pablo neruda homeFinalmente  fui ver a exposição de Sophie Calle no Sesc da Pompéia e foi um presente. Exposição muito bem montada , fazendo juz ao trabalho de Sophie. O ponto alto são os vídeos com as performances de algumas das mulheres para quem Sophie enviou  o e-mail  que recebeu de seu namorado rompendo a relação. Entre o patético, o cômico, o irônico, o “nonsense”,  a raiva, a indiferença, a tristeza, até a cena expressiva de uma cacatua que repete a expressão : “cuide de você” várias vezes, além de algumas outras da carta .  Poderia repetir qualquer frase que lhe fosse ensinada.

cacatua

Todo mundo fala eu te amo  como disse Woody Allen, e, no instante seguinte, no mesmo e-mail,  cuide de você  ( Prenez soin de vous).  O vídeo mostra as múltiplas interpretações da carta e, principalmente, o que me parece importante é que  dizer:  cuide  de você,  é absolutamente desnecessário para quem vai embora. Estou indo embora mas o seu amor foi muito importante para mim ou algo semelhante. É diálogo de cacatua, repete frase feita. Não considera o outro.