Rio Doce

23/11/2015

lamaRio Doce

O homem e a natureza
Amor não correspondido
Reprime, reprime, reprime
Narciso sucumbe a Eros,
Contempla e chora.
Rastros, lembranças, gozo.
Sombras, cheiros, gostos.
Reprime, reprime, reprime.
Sombras não se esgotam
Perfuram os véus da censura.
Contempla e chora.
Amor não correspondido.
Reprime, reprime, reprime.
A lama chegou no mar.
Mar e lama.
Amor não correspondido. Celia Brandão.

Ausência: lembrança de uma presença.

Parece que foi ontem
Aqui…tão perto.
Você …eu.
Nós ainda havia.
Rindo muito.
Muito.

Sons flutuavam.
Imagens vibravam.
Lembranças .
Lembranças.

Está tudo tão bem.
Quase bem.
Até que suportável
Tragável.
Às vezes intragável

Quem sabe um vinho. CB

Para Cássio

13/10/2009

 

SUTILMENTE

 Música de SkankDSC00701

“E quando eu estiver

Triste

Simplesmente

Me abrace

Quando eu estiver

Louco

Subitamente

Se afaste

Quando eu estiver

Fogo

Suavemente

Se encaixe

E quando eu estiver

Bobo

Sutilmente

Disfarce

Mas quando eu estiver

Morto

Suplico que não me mate não

Dentro de ti

Mesmo que o mundo

Acabe enfim

Dentro de tudo

Que cabe em ti….”

Narcisismo

22/08/2009

narciso2

Cruzando as fronteiras de narciso,

Vi nascer a construção do belo.

Narciso jaz na busca de si mesmo,

Do belo que se constitui do gesto.

Fronteira tênue entre narciso e eco,

Próximos mas não identificados.

Flor de narciso bela e sempre igual,

A ecoar nua no pantanal.

Ao esculpir o belo ressuscitas,

A comunicação que ecoava no vazio.

Retornas àquele que  perdera,

 Na estética da alma, a auto-estima.