É com satisfação que comunico que dei continuidade ao tema que desenvolvi no Congresso Latinoamericano  de Psicologia Analítica do Chile sobre identidade e poder nas relações homem e mulher e que meu artigo será publicado no livro da Série GVLAW , tendo sido escolhido para introduzir o exemplar. O artigo sobre Identidade, Sucessão Familiar e as Relações Homem e … Mulher, aborda as questões com que lidamos em processos de mediação de conflitos de gênero nos casos de violência na familia e em processos de sucessão. O livro sob a coordenação de Roberta Nioac Prado será publicado pela Saraiva e conterá vários artigos de advogados, professores do GVlaw sobre Governança Corporativa, Governança Familiar e Governança Jurídica. Avisarei quando for lançado e conto com vocês.

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Del amor

10/09/2011

“Ahora bien: de los falsos amores sólo puede quedar en el alma la melancólica advertencia de su falsedad , la experiencia de su evaporación. José Ortega e Gasset

“Éste es el sintoma supremo del verdadero amor: estar al lado de lo amado, en un contacto y proximidad más profundos que los espaciales . Es un estar vitalmente con el otro. La palavra más exacta, pero demasiado técnica, seria ésta: un estar ontológicamente con el amado, fiel al destino de éste, sea el que sea.

[…] el amor es, en algún sentido y de alguna manera, impulso hacia lo perfecto”.

Talvez este seja o lado perverso do amor do qual relutamos abdicar- a perfeição.

O tema do sacrifício é muito importante na psicologia Junguiana . Desde o sacrifício do ego no processo de individuação como o sacrifico ritual presente em nossas escolhas. Para escolhermos um caminho devemos sacrificar a possibilidade de outro. Isso acontece durante toda a nossa vida. Mas quando não ocorre o sacrifício no plano individual ou coletivo este é ritualizado de forma dissociada na eleição do outro como vítima. Essa dinâmica está presente nas posturas etnocêntricas , no preconceito, em todas as formas de xenofobia. Elege-se uma vítima onde é projetada a ameaça e o sacrifício dessa vítima promove uma pseudo atenuação do conflito que vai reaparecer em alguma outra forma de violência contra o outro. Essa é também a contribuição de Girard ao tema do sacrifício. Girard nos fala do sacrifício como espaço do mecanismo de vitimação que é para ele o motor da cultura humana. Sacrifício não significa  imolação. Existe uma dimensão simbólica no sacrifício. A passagem bíblica do sacrifício do filho de Abraão , Isaac , traz como símbolo o sentido mais profundo da conexão com o self. O self representado na figura transcendente  do divino. Abraão não precisa sacrificar concretamente Isaac.  Mas sim testemunhar a sua fé : a possibilidade de empenhar e doar o melhor de si mesmo.

Mesmo para um pensamento laico, para os que não acreditam na existência de um deus a idéia  de nos empenharmos  na    nossa      libertação da violência  inerente ao impulso de aquisição e de posse ,  e aceitarmos o  sacrifício do ego,  não suprimindo o desejo do homem mas o redirecionando, é  fundamental para a luta pela paz.