Platão e o amor

11/07/2010

A história do amor e da sexualidade é expressiva das transformações sociais mais amplas.

No texto O banquete de Platão temos a formulação do conceito de belo, de verdade e de virtude como a busca do divino que se aparta do carnal e dos prazeres mais simples do homem.  A deusa Pandêmia é a inspiradora dos amores carnais, vulgares e comuns e Urânia é a deusa que não tem mãe, inspiradora de um amor etéreo, superior e imaterial, através do qual se atinge um amor supremo, como Diotima revelou a Sócrates.

Diz Platão:

“Que devemos pensar de um homem ao qual tivesse sido dado contemplar a beleza pura, simples, sem mistura, a beleza não revestida de carne, de cores e de outras coisas mortais e sem valor- mas a beleza divina?”

Desse texto a famosa expressão amor platônico ou etéreo ausente dos prazeres da carne.

Da mesma maneira aparece na Epístola do apóstolo Paulo aos Coríntos o amor de dileção preservado das paixões humanas.

Na idade Média os místicos alimentaram a fantasia de sacrificar o corpo e oferecê-lo a Deus.

Os libertinos e Sade elegeram o corpo como o único lugar do gozo opondo-se ao cristianismo que havia  eleito a alma. O nome do Marques de Sade se tornou substantivo para designar o inimigo do próximo, de si e da nação.

Prosseguindo com  história das relações amorosas e das práticas sexuais, é importante lembrar que no século XII o casamento foi sacramentado em uma estrutura patriarcal e ainda de bases feudais, em que a mulher passava no casamento da condição de propriedade da família e de seu pai para a reclusão do casamento indissolúvel  e da autoridade do marido.

O sexo era um dever a ser cumprido no casamento e tinha o compromisso da procriação. A mulher que não correspondesse a essas expectativas era devolvida para o pai ou para a familia e muitas viam apenas no convento a saída para o sofrimento de sua condição feminina . As dissociações entre a mente e o corpo, entre o sagrado e o profano, entre o amor e a sexualidade eram, então, expressivas.

Platón y el amor

La historia del amor y de la sexualidad es expresiva de las transformaciones sociales más amplias.

En el texto El banquete de Platón tenemos la formulación del concepto de bello, de verdad y de virtud como la búsqueda del divino que se aparta del carnal y de los placeres más sencillos del hombre.

La diosa Pandemia es la inspiradora de los amores carnales, vulgares y corrientes y Urania es la diosa que no tiene madre, inspiradora de un amor etéreo, superior e inmaterial, a través del cual se alcanza el amor supremo, como Diotima se lo reveló a Sócrates.

Dice Platón :

“¿Qué debemos pensar acerca de un hombre al que le hubiera sido dado contemplar la belleza pura, simple, sin mezcla, la belleza no revestida de carne, de colores y de otras cosas mortales y sin valor- sino la belleza divina?   

De ese texto la famosa expresión amor platónico o etéreo sin los placeres de la carne.

De la misma manera consta en la  Epístola del apóstol Pablo a los Corintos, el amor de dilección, el amor ágape, preservado de las pasiones humanas.

En la Edad Media los místicos defendieron la fantasía de sacrificar el cuerpo y  ofrecérselo  a Dios.

Los libertinos y Sade eligieron el cuerpo como el único lugar del goce oponiéndose al cristianismo que había elegido el alma. El nombre del Marqués de Sade se tornó sustantivo para designar al enemigo del prójimo, de si y de la nación.

Prosseguindo com  a história das relações amorosas e das práticas sexuais, é importante lembrar que no século XII o casamento foi sacramentado em uma estrutura patriarcal e ainda de bases feudais, em que a mulher passava no casamento da condição de propriedade da família e de seu pai para a reclusão do casamento indissolúvel  e da autoridade do marido.

Dando continuidad a la historia de las relaciones amorosas y de las prácticas sexuales, es importante recordar que en el siglo XII el matrimonio fue sacramentado en una estructura patriarcal y aún de bases feudales, donde la mujer pasaba en el matrimonio de la condición de propiedad de la familia y de su padre hacia la reclusión del matrimonio indisoluble y de la autoridad del marido.

El sexo era un deber a cumplirse en el matrimonio y tenia el compromiso de la procreación. La mujer que no correspondiera a esas expectativas era devuelta al padre o  a la familia y muchas veían solo en el convento la salida para el sufrimiento de su condición femenina. Las disociaciones entre la mente y el cuerpo, entre el sagrado y el profano, entre el amor y la sexualidad eran, entonces, expresivas. 

 

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