Solidão sob a perspectiva Junguiana.

16/06/2010

“Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo…

Isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem voltar…

Isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos…

Isto é equilíbrio.

Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida…Isto é um princípio da natureza. Solidão não é o vazio de gente do nosso lado… Isto é circunstância.

Solidão é muito mais do que isto. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa Alma”. ( autor não identificado – foi publicado na net como de Chico Buarque mas a curadoria de Chico – ‘Wagner Homem” diz que o texto não pertence ao compositor).

Para Jung estar em contato com a própria alma é estar saudável. Quando nos dissociamos de nossos sentimentos mais ocultos  caímos na neurose. Estar sòzinho é uma circunstância  necessária para encontrarmos o sentido de nossas vivências e nos conectarmos com nosso potencial simbólico.  O mergulho no inconsciente é necessário para o desapego dos “vícios ” da consciência e da crença de  que não podemos sobreviver sem nossos objetos de amor e  de apego. A companheira de toda existência do sujeito é sua alma. Se dela nos dissociamos a solidão experimentada é profunda. Nos projetamos em nossos objetos de apego e mergulhamos na melancolia da ausência dos entes queridos. O melancólico perdeu sua alma. Melancolia não é tristeza é a impossibilidade de se separar do outro como referência da própria identidade”. ( autora : Celia Brandão )

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2 Respostas to “Solidão sob a perspectiva Junguiana.”

  1. Mulher de 40 Says:

    Essas frases me aliviam um pouco a alma… pois às vezes navego em procura de mim mesma. Me encontro nos outros, os outros se encontram em mim, e assim prossegue a busca.
    Beijos!

    • celiabrandao Says:

      Oi querida
      Essa é a perspectiva de desenvolvimento e de individuação que proponho aqui: um processo que acompanha toda nossa existência. Estar pronto é estar morto! Abraço. Celia


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