Liberdade e sexualidade.

13/02/2010

 

Em sua obra os arquétipos  e o inconsciente coletivo Jung diz: ‘O símbolo é a antecipação de um estado nascente de consciência. ..tudo que o homem deveria mas ainda não pode viver em sentido positivo ou negativo, vive como figura e antecipação mitológica ao lado de sua consciência, seja como projeção religiosa ou- o que é mais perigoso- conteúdos do inconsciente que se projetam então em objetos inconscientes , como por exemplo, em doutrinas e práticas higiênicas e outras “que prometem  salvação”. Tudo isto é um substitutivo racionalizado da mitologia que, devido a sua falta de naturalidade, mais prejudica do que promove a pessoa humana”.

O simbolo e a mitologia emergem da relação direta do homem com a natureza e é a nossa forma de interpretação do mundo. Para Jung os simbolos do si mesmo  surgem da profundeza do corpo e expressam sua materialidade, como também a estrutura da consciência discriminadora. O simbolo tem uma dimensão no instinto e uma no espírito.  “O simbolo é o corpo vivo, corpus et anima”.  Em seu nível mais baixo a psique é pois simplesmente mundo. Nos inserimos na cultura e no inconsciente coletivo .

A sexualidade portanto é um simbolo do inconsciente coletivo e  universal. Todo arquétipo é um recipiente que não podemos esvaziar ou encher totalmente. Assim são os simbolos e as imagens do inconsciente coletivo.

As manifestações  de  simbolos relativos à sexualidade devem ser analisadas à luz da consciência , levando em consideração os valores éticos de um grupo ou sociedade. As crianças são educadas por aquilo que o adulto é e não por suas palavras, já dizia Jung.

A invasão do universo infantil por conteúdos do mundo adulto, como perversões sexuais, seria como colher a fruta ainda verde , antes mesmo que pudesse amadurecer. Essa vulnerabilidade da criança, nos casos de pedofilia deve ser cuidada pelos cidadãos preocupados em discutir o assunto e com poder na sociedade para isso.

Reprimir não é a solução. Mas devemos levar sempre em consideração que violência é o abuso de poder de um mais forte sobre um mais fraco.

A questão não é encontrar instrumentos de punir e cercear mas procurar entender os significados das manifestações que envolvem a sexualidade na contemporaneidade . A internet é só um veículo a ser administrado.

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